O Pacto da Parceria Humana

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Visão Geral

Este Pacto representa um conceito organizador para um modelo de infraestrutura moral, organizacional e legal destinado a gerenciar uma existência humana compartilhada. Seu objetivo central é construir pontes entre religiões, crenças e visões de mundo científicas, incentivando simultaneamente processos de mediação e apoio espiritual, e neutralizando os mecanismos de violência e coerção. O Pacto baseia-se no reconhecimento de que é possível preservar a singularidade da comunidade e, ao mesmo tempo, concordar com valores fundamentais universais que assegurem a prosperidade humana.

  • Santidade da Vida: Proibição absoluta de causar danos intencionais à vida humana em nome de justificativas religiosas, nacionais ou ideológicas.
  • Liberdade de Consciência e Razão: O direito inquestionável de cada pessoa de aderir a ou mudar sua visão de mundo ou crença.
  • Responsabilidade Mútua: Envolvimento social ativo para reduzir o sofrimento, a pobreza e a ignorância em todo o mundo.
  • Soberania da Consciência: Proteção da liberdade de pensamento do indivíduo contra a coerção ou a manipulação psicológica.
  • Gestão de Conflitos: Apoio, encorajamento e assistência na mediação e arbitragem internacional para resolver disputas.
  • Representação Proporcional Absoluta: Apoio à criação de um conselho global onde cada crença ou perspectiva será representada.
  • Integridade e Transparência: Transparência total de todas as ações do Conselho, econômicas e outras, incluindo auditoria externa independente.
  • Separação de Poder do Financiamento: Os representantes das correntes no Conselho atuarão voluntariamente ou serão financiados exclusivamente por suas comunidades.
  • Documento Vivo: O Pacto baseia-se em um mecanismo transparente que permite a qualquer pessoa propor mudanças e melhorias.

Se este tema for próximo ao seu coração e você deseja influenciar a estrutura e o conteúdo do Pacto, você pode lê-lo na íntegra, retornar à página principal, clicar no botão de concordância e enviar-nos as suas propostas de melhoria.

1. Introdução: A fundamentação histórica, espiritual e legal da família humana
1.1. O Paradoxo da Fé e da Guerra
Ao longo de milhares de anos de história registrada, a humanidade definiu a si mesma através de sistemas de crença, religião e ideologia.
Esses sistemas nasceram da aspiração humana mais profunda de compreender nosso lugar no universo, de criar uma ordem social moral e de dar sentido à vida e à morte.
No entanto, a história nos apresenta um paradoxo doloroso e contínuo: muitas das guerras mais sangrentas, dos conflitos mais prolongados e das injustiças mais graves vivenciadas pela humanidade ocorreram precisamente em bases religiosas ou ideológicas.
Em nome de crenças destinadas a trazer paz, graça e misericórdia ao mundo, nações embarcaram em cruzadas, jihads, guerras santas, a santa inquisição e similares.
Inúmeras vidas foram perdidas em tentativas de forçar uma "verdade única" sobre comunidades inteiras, a partir da crença cega de que a salvação do mundo dependia da uniformidade de pensamento e religião.
Esta realidade contradiz completamente a essência interior de quase todas as tradições espirituais, que santificam a vida e pregam o amor ao próximo.
O propósito deste Pacto não é desfocar as diferenças ou apagar a singularidade de cada religião e crença. Pelo contrário.
Seu propósito é corrigir a distorção histórica e levar as várias correntes — em toda a sua diversidade — à cooperação e à realização de objetivos compartilhados de paz.
Uma conduta de diálogo, respeito mútuo e parceria é a conduta mais apropriada, digna e natural para as verdadeiras correntes de fé.
Apenas através de ações conjuntas para reparar o mundo, as religiões e ideologias podem cumprir a sua vocação original: servir como uma fonte de luz, consolo e progresso para toda a humanidade, em vez de atuar como armas nas mãos daqueles que buscam o poder.
1.2. Os Fundamentos sobre os quais nos Apoiamos
Este Pacto não surge no vácuo, nem pretende reinventar a moralidade humana.
Ele se apoia nos ombros de gigantes e extrai inspiração essencial e direta dos documentos fundadores do direito internacional e da moralidade modernos, que foram elaborados a partir das cinzas das grandes guerras do século vinte.
Esta parceria é baseada em, e expande, os princípios articulados nos seguintes documentos:
A Carta das Nações Unidas, que defendeu salvar as gerações vindouras do flagelo da guerra e a promoção da tolerância e da convivência em paz.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, que reconhece a dignidade inerente e os direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana como o fundamento da liberdade, justiça e paz no mundo.
A Declaração da UNESCO de Princípios sobre a Tolerância, que afirma que a tolerância não é concessão, condescendência ou apaziguamento, mas um reconhecimento ativo e pleno dos direitos humanos universales e das liberdades fundamentais dos outros.
A Carta da Terra, que enfatiza a interdependência de todas as formas de vida e nossa responsabilidade compartilhada para com o sistema ecológico, que é a nossa casa comum.
Embora estes documentos tenham estabelecido as bases legais e políticas no nível estatal, "O Pacto da Parceria Humana" leva esses princípios um passo adiante rumo à implementação prática comunitária, religiosa e econômica.
Ele apela não apenas aos governos, mas ao coração de cada indivíduo e aos líderes de cada comunidade de fé.
Estamos passando de um mundo de "uma verdade que se impõe" para um mundo de "uma verdade compartilhada que abrange a todas" — este documento pertence a todos que buscam ser parceiros ativos na construção de um futuro compartilhado.
2. Capítulo A: O Pacto de Valores – Os dez pilares da moralidade humana
Este capítulo constitui a "Constituição do Coração". Não é uma coleção de recomendações, mas uma lista de princípios fundamentais acordados por todos os signatários, e sob cuja luz toda ação, legislação ou iniciativa futura do Conselho de Consenso será avaliada.
Estes são os dez pilares que suportam o peso da nossa existência compartilhada:
2.1. A Santidade da Vida e da Experiência Humana
O valor supremo e primordial é a própria existência da vida.
Cada ser humano, do momento da concepção até o seu último suspiro, possui um valor infinito que não pode ser quantificado ou medido.
Esse valor não é contingente à sua origem, crença, contribuição econômica ou status social.
Consequentemente, declaramos de forma irrevogável que nenhuma ideologia, crença religiosa, conceito científico ou necessidade nacional pode jamais servir de justificativa para o dano intencional à vida humana, mutilação, tortura ou humilhação.
A vida é o pré-requisito para todos os outros direitos, e protegê-la é o dever primário de cada indivíduo e de cada comunidade.
2.2. Liberdade Absoluta de Consciência, Pensamento e Razão
A crença e o pensamento são a fortaleza mais interior e íntima do indivíduo.
Esta liberdade inclui o direito pleno e inquestionável de acreditar numa religião específica, de não possuir crença religiosa alguma, de mudar de crença ou de formular uma visão de mundo pessoal e independente.
Nenhuma entidade — espiritual, política ou social — pode impor uma opinião ou crença a uma pessoa através de ameaças, sanções econômicas, ostracismo social ou força física.
Reconhecemos que a busca pela verdade mais profunda da existência pode e deve ser empreendida de diversas maneiras: através do estudo de textos sagrados, experiências místicas e espirituais, ou pela análise de dados, evidência empírica e pensamento científico racional.
Todos estes caminhos, quando seguidos com honestidade e respeito, são dignos e protegidos.
2.3. O Princípio da Responsabilidade Mútua e a Teia Humana
A sociedade humana não é uma coleção de indivíduos isolados, mas uma teia viva e vibrante de interconexões.
Assim como os ecossistemas na natureza, onde cada componente afeta o todo, o sofrimento de uma pessoa em um extremo do mundo lança uma sombra sobre a paz de uma pessoa no outro extremo.
Adotamos a "Regra de Ouro" encontrada em várias versões em todas as culturas humanas: "Não faça aos outros o que é odioso para você."
Responsabilidade mútua significa sair da indiferença. Ela nos obriga a trabalhar ativamente para reduzir o sofrimento, a pobreza e a ignorância onde quer que existam, e a estender uma mão de apoio às comunidades em perigo, independentemente de sua identidade.
2.4. Profundo Respeito pela Tradição ao lado de Abraçar o Progresso
A humanidade é uma longa cadeia de gerações. Respeitamos profundamente a sabedoria antiga, os rituais, a moralidade e a identidade concedidas a nós pelas religiões monoteístas, politeístas e panteístas, bem como pelas tradições indígenas em todo o mundo.
Essas tradições são as raízes da cultura humana. Simultaneamente, abraçamos com entusiasmo o progresso, as ferramentas de pesquisa, a tecnologia e a ciência.
Não há contradição inerente entre o espírito e a matéria, entre a fé e o intelecto. A curiosidade humana investigando os mistérios do universo e do átomo não é menos sagrada do que a oração, e combinar a sabedoria do passado com as ferramentas do futuro é a chave para a nossa sobrevivência.
2.5. Equidade nas Divergências e Resolução Pacífica de Conflitos
Reconhecemos que discordâncias e conflitos de interesses são um fenômeno natural, saudável e inevitável numa sociedade diversa.
Divergências em prol de um propósito maior ou pela descoberta da verdade são um motor de crescimento intelectual. O nosso compromisso não é eliminar a divergência, mas sim gerenciá-la adequadamente.
Todo debate, não importa quão difícil seja, será conduzido usando ferramentas de retórica respeitosa, escuta profunda, diálogo e mediação.
Comprometemo-nos a evitar inteiramente o incitamento, a deslegitimação do oponente, a humilhação pública e, certamente, o uso de violência física, militar ou econômica como um meio de coerção ideológica ou religiosa.
2.6. Integridade, Transparência e Pureza de Conduta
A confiança é a moeda mais forte e a fundação mais crítica para qualquer cooperação humana.
Historicamente, muitas instituições perderam a sua legitimidade devido à corrupção, encobrimento e abuso de poder.
Portanto, toda instituição, comunidade ou organização que adira a este Pacto aceita um padrão intransigente de integridade e transparência.
As identidades dos líderes, fontes de financiamento, processos de tomada de decisão e a alocação de recursos devem ser públicos e auditados, tanto perante seus seguidores quanto perante o Conselho Global.
2.7. Igualdade Substancial e a Rejeição da Discriminação
Declaramos que nenhuma pessoa ou grupo é superior a outro em virtude da sua criação.
Reconhecemos o valor igual de todos os seres humanos e rejeitamos categoricamente os sistemas de discriminação, racismo, castas ou exclusão institucionalizada com base na cor da pele, raça, gênero, idioma, origem nacional, deficiência ou status social.
A igualdade substancial significa fornecer uma oportunidade igual para que cada pessoa realize o seu potencial inerente e participe plenamente na formação da sua comunidade e sociedade.
2.8. Integridade Ecológica e a Custódia da Terra
A Terra não é meramente um depósito de recursos destinado à exploração humana desenfreada; é um sistema vivo, frágil e maravilhoso.
Vemos o mundo ao nosso redor como um depósito fiduciário supremo. Seja ele percebido como uma criação e presente do Criador, ou como o produto raro de bilhões de anos de evolução, o nosso papel é atuar como "guardiões" com humildade.
Comprometemo-nos a promover estilos de vida sustentáveis, a prevenir a destruição dos habitats naturais e a combater a poluição e a extinção das espécies, em virtude de uma responsabilidade direta para com as vidas das gerações que ainda não nasceram.
2.9. O Direito à Segurança Existencial e ao Bem-Estar Mínimo
A liberdade ideológica e espiritual não pode existir verdadeiramente quando o corpo está morrendo de fome ou constantemente dominado pelo medo.
Consideramos uma obrigação moral universal assegurar condições de vida básicas e dignas para todas as pessoas.
Esta obrigação inclui o esforço para erradicar a fome e a sede através de uma distribuição mais justa de recursos, garantindo o acesso a água limpa, nutrição, medicina preventiva, educação básica e abrigo.
A segurança existencial também inclui a proteção contra o crime organizado, o terrorismo e o tráfico de seres humanos, que são crimes contra toda a humanidade.
2.10. Representação Universal para Todas as Perspectivas
Para evitar sentimentos de alienação e exclusão, estabelecemos que todas as pessoas e comunidades têm o direito natural de serem representadas à mesa de discussões global.
A representação não será determinada pela força militar, riqueza econômica ou domínio histórico, mas única e exclusivamente pelo tamanho da população e pela autêntica identificação dos indivíduos.
Este pilar garante que as vozes das minorias religiosas, comunidades indígenas, grupos seculares e novas correntes de pensamento sejam ouvidas e levadas em consideração nos processos de tomada de decisão que moldam o futuro do planeta.
3. Capítulo B: O Marco Legal – Lei, Constituição, Direitos Fundamentais e Limites
3.1. A Tensão Entre a Lei Estatal e o Ditame da Consciência
Desde a antiguidade, a humanidade lida com a tensão entre a lei escrita do estado ou governante, e o supremo ditame moral da crença, religião ou consciência.
Quando ocorre uma colisão entre ambos, nascem crises históricas. "O Pacto da Parceria Humana" não ignora essa tensão, mas oferece uma nova estrutura legal-moral para administrá-la.
A estrutura baseia-se na compreensão de que para que diversas comunidades possam conviver, é necessário estabelecer limites claros: o que é permitido em nome da fé, e o que é absolutamente proibido.
3.2. O Status da "Constituição do Coração" perante as Leis de Estados Soberanos
O Pacto não pretende substituir os códigos penais ou a legislação de trânsito de nenhum Estado soberano.
Não se trata de um apelo à anarquia ou ao desmantelamento das instituições estatais. O seu status é o de uma "suprema constituição moral" – uma aliança voluntaria que as pessoas assumem por livre e espontânea vontade.
3.2.1. Respeito pela Lei Civil:
Os signatários do Pacto se comprometem, em regra, a respeitar as leis do Estado onde são cidadãos ou residentes, e a atuar para o reparo da sociedade a partir do interior das instituições democráticas e civis existentes.
3.2.2. Conflito e Objeção de Consciência Civil:
Em casos raros e extremos nos quais a lei de um estado exija que uma pessoa aja em total contradição com os princípios do Pacto (por exemplo, uma lei exigindo a participação num genocídio, discriminação racial institucionalizada ou supressão violenta de minorias), o Pacto reconhece o direito – e mesmo o dever – de a pessoa recusar o cumprimento de uma ordem.
No entanto, esta resistência deve ser feita de forma pacífica, com espírito de não violência e com a disposição de arcar com as consequências legais da desobediência civil, em prol de despertar a consciência pública.
3.2.3. Soberania Flexível:
O Conselho Global atuará sempre com respeito à soberania dos Estados, e oferecerá os seus serviços de mediação como um mecanismo complementar aos tribunais nacionais, e não como um mecanismo que os mine.
3.3. Linhas Vermelhas e Proibições Absolutas
No direito internacional, existe um conceito denominado Jus Cogens (normas incondicionais que não podem ser derrogadas).
O Pacto da Parceria Humana define as "Linhas Vermelhas" da fé. Tratam-se de proibições absolutas que nenhum representante, líder espiritual ou comunidade pode justificar em nome de qualquer Deus, em nome de qualquer tradição ou em nome de qualquer verdade científica:
3.3.1. Proibição de Atentar contra a Vida e Sacrifícios Humanos:
Qualquer prática que santifique a morte, o assassinato por motivos de honra, ou o sacrifício de vítimas humanas (físicas ou sociais), é nula e sem efeito.
3.3.2. Proibição de Escravidão, Tráfico Humano e Exploração Forçada:
Não existe nenhuma justificativa espiritual, de casta ou status tradicional que permita a uma pessoa deter o direito de propriedade sobre o corpo, o tempo ou a liberdade de outra pessoa contra a sua vontade.
3.3.3. Proibição de Tortura e Mutilação Corporal:
O dano físico ou mental a uma pessoa como medida punitiva religiosa, como meio de interrogatório ou como um rito de passagem forçado, é estritamente proibido.
3.3.4. Proibição de Conversão Forçada (Coerção Religiosa):
Todas as pessoas têm o direito de expor a sua fé e de tentar convencer outros por meios pacíficos e amáveis.
Todavia, a conversão forçada de religião ou a secularização forzosa através de ameaças, aprisionamento, negação de direitos ou violência, constitui uma violação fundamental do Pacto.
3.4. O Direito de Recurso e a Proteção do Indivíduo Dentro de sua Comunidade
Muitas vezes, a opressão não vem do estado em direção à comunidade, mas da liderança da comunidade contra o indivíduo em seu interior.
O Pacto assegura a soberania do indivíduo até mesmo perante os seus líderes espirituais:
3.4.1. O Direito de Sair Sem Sanções:
A cada indivíduo é garantido o pleno direito de deixar a comunidade, a religião ou a corrente na qual foi criado.
A comunidade que assinou o Pacto compromete-se a não utilizar de violência, boicote econômico organizado ou ameaças à vida contra aquele que optou por mudar o seu caminho.
A comunidade que violar este direito perderá o seu mandato e a sua representação no Conselho Global.
3.4.2. O Tribunal de Apelação de Consciência:
Uma pessoa que sinta que a sua comunidade – que é signatária do Pacto – está agindo contra si de forma contrária aos princípios do Pacto, poderá apresentar uma queixa pública perante o Comitê de Mediação Global.
Esse comitê, constituído por representantes de outras correntes sem interesse no conflito, analisará o caso e publicará as suas conclusões morais para que todo o mundo as veja.
3.5. Soberania da Consciência e Proteção contra a Lavagem Cerebral
Na atual era tecnológica e comunicativa, a proteção da pessoa não termina nas fronteiras físicas do corpo.
O marco legal do Pacto define a "soberania da consciência" como um direito fundamental:
3.5.1. Prevenção do Abuso de Autoridade:
Líderes espirituais e guias de todas as vertentes serão obrigados a atuar com transparência.
É terminantemente proibida a adoção de práticas como privação de sono, isolamento social extremo, inanição ou quebra do livre-arbítrio com a finalidade de criar dependência psicológica (práticas estas que caracterizam seitas abusivas).
3.5.2. Proteção de Crianças e Jovens:
A educação enraizada em uma tradição é um direito natural dos pais.
No entanto, tal instrução deverá igualmente incluir o ensino de ferramentas básicas de pensamento crítico e o conhecimento da existência de outros credos e correntes no mundo, para garantir que, quando a criança atingir a maturidade, a sua fé se fundamente numa escolha consciente e não em uma ignorância forçada.
3.6. O Mecanismo de Arbitragem Internacional (Resolução Alternativa de Disputas)
O Conselho não opera prisões nem polícias.
O seu poder legal fundamenta-se na justiça restaurativa e em sanções sociais e econômicas internas:
3.6.1. Mediação Antes da Escalada:
Qualquer conflito entre duas comunidades de fé (como, por exemplo, litígios acerca dos direitos de construção de um local de oração, ou controvérsias relativas a rotas de procissões religiosas) deverá ser remetido primeiro ao Conselho de Mediação do Pacto antes do recurso a instâncias jurídicas civis, com a finalidade de se tentar alcançar um entendimento que previna uma fratura social.
3.6.2. Sanções Morais:
Uma corrente ou comunidade que venha a violar os princípios do Pacto de forma sistemática estará sujeita à "suspensão de mandato".
Essa suspensão significa a remoção dos representantes do Conselho, a publicação de um alerta global para não realizar comércio comunitário com a organização infratora, e a revogação de fundos de apoio do Fundo Global de Restauração.
Isto representa um poder imenso, baseado em pressão pública e social suave, porém altamente eficaz.
4. Capítulo C: O Protocolo Econômico – O Modelo de Responsabilidade Mútua, Crescimento e Integridade
4.1. A Economia Como Um Motor da Paz, e Não da Guerra
Uma visão espiritual e moral, por mais sublime que seja, não pode existir ao longo do tempo sem uma base material sólida.
Ao longo da história, o dinheiro e os recursos foram muitas vezes o motivo oculto por trás das guerras de religião e ideologia.
As instituições espirituais colapsaram na corrupção quando o seu mecanismo econômico perdeu a sua transparência e a sua designação original.
"O Pacto da Parceria Humana" apresenta um modelo econômico revolucionário, que não se baseia na maximização de lucros para os acionistas, mas na criação de valor social, ambiental e moral.
Este modelo, por vezes designado como Economia de Impacto, destina-se a garantir que os recursos servirão a visão, e não que a visão servirá os recursos.
O mecanismo de financiamento do Pacto é construído a partir da compreensão de que uma economia compartilhada produz uma dependência positiva.
Quando as comunidades comercializam umas com as outras e investem juntas em projetos de reparação do mundo, a hostilidade diminui naturalmente.
O protocolo econômico abaixo detalha como os recursos são recolhidos, como são distribuídos e, mais importante ainda, como a transparência absoluta é mantida, impedindo qualquer possibilidade de corrupção.
4.2. O Mecanismo de Receitas: O Modelo de Múltiplas Fontes
Para garantir independência absoluta, o Fundo Global de Restauração não aceita doações gigantescas de governos ou corporações monopolistas que busquem comprar influência.
A sua força provém de uma ampla dispersão de doadores e apoiadores em todo o mundo:
4.2.1. Microdoações Individuais (Pequenas Doações):
A base econômica mais ampla do Pacto é a "Moeda Global" (The Global Coin).
Trata-se de uma plataforma que permite a milhões de pessoas doar uma quantia mensal minúscula e simbólica (equivalente a um dólar ou menos, dependendo da capacidade nos diferentes países).
Quando um bilhão de seres humanos doam uma quantia minúscula a cada mês, cria-se um fundo tremendo que não depende de qualquer órgão de poder único.
Esta doação é também um ato simbólico de participação ativa no Pacto.
4.2.2. Taxas de Participação Comunitária:
Cada organização, corrente, religião ou comunidade científica que adira ao Pacto e envie representantes ao Conselho transfere uma doação anual para o fundo.
A doação não é um valor fixo, mas uma minúscula percentagem das receitas ou do orçamento dessa comunidade, com base no princípio de "conforme a sua capacidade".
Uma comunidade pobre em um país em desenvolvimento e uma organização estabelecida em um país desenvolvido doarão a mesma porcentagem e, assim, a igualdade baseada em valores entre elas será preservada.
4.2.3. Certificação de Equidade Humana para Negócios e Corporações (Certificação Ética):
Este mecanismo utiliza o mercado livre em benefício do Pacto.
Empresas comerciais, fabricantes e prestadores de serviços que desejarem identificar-se com os valores do Pacto poderão passar por um processo de certificação que exige transparência, condições de emprego justas (sem exploração infantil ou escravidão moderna) e proteção do meio ambiente.
Os negócios que cumprirem as condições receberão a marca do Pacto e pagarão taxas de associação fixas.
Os consumidores signatários do Pacto preferirão comprar em empresas com esta marca e, portanto, será criado um enorme incentivo econômico para que os negócios se alinhem com a moralidade humana.
4.2.4. Títulos para a Paz e o Crescimento (Títulos de Paz Globais):
O fundo emitirá títulos sociais destinados ao investimento em áreas de fricção e crise.
A ideia é simples: o investimento na educação, em infraestruturas hídricas e em emprego em zonas de pobreza reduz drasticamente a radicalização e a violência.
Os estados e as organizações internacionais que poupam dinheiro em despesas de defesa e de guerra graças à diminuição da violência transferirão parte dessa poupança como dividendo de volta para o fundo e para os investidores.
4.3. Política de Remuneração Zero para Representantes e Integridade
O maior perigo para qualquer organização global é a separação dos representantes do seu público emissor e a sua transformação numa elite mimada que se financia com o dinheiro das doações.
Para erradicar este perigo pela raiz, o protocolo econômico define uma regra imutável:
4.3.1. Voluntariado Absoluto na Representação:
O Fundo Global de Restauração e o Conselho não pagarão, em nenhuma circunstância, salário, não arcarão com despesas de moradia, não financiarão diárias e não comprarão passagens aéreas para os representantes das correntes, das religiões ou das crenças.
A representação no Conselho insere-se na categoria de uma missão de voluntariado absoluto em nome do Fundo Global.
4.3.2. Financiamento Comunitário Exclusivo:
A responsabilidade pela economia do representante, por seus voos e pela sua estadia durante as convenções do Conselho recai exclusivamente sobre a comunidade ou a corrente que o escolheu.
Este mecanismo garante duas coisas essenciais: Primeiro, a comunidade irá certificar-se de que está a enviar uma pessoa digna do seu investimento e irá supervisioná-la.
Segundo, o representante permanecerá sempre ligado às necessidades de sua comunidade e comprometido com ela, e não com o mecanismo do Conselho Global.
4.3.3. Operações Líquidas:
Os recursos do Fundo são destinados exclusivamente à operação técnica da plataforma, ao mecanismo neutro de marketing e explicação, à assessoria jurídica e ao pagamento de salários aos profissionais (pessoal da sede e da administração) que gerenciam a iniciativa no dia a dia.
Esse quadro de funcionários é um escalão profissional executivo que não participa de tomadas de decisões ideológicas ou pautadas por valores.
4.4. A Regra de Alocação Financeira: A Regra 90/10
Para garantir a responsabilidade financeira tanto em relação ao presente como ao futuro, todas as receitas do Fundo (de todas as fontes mencionadas) serão sempre distribuídas de acordo com uma chave rígida de 90/10:
4.4.1. 90% para Atividade, Operações e Reparação do Mundo:
A maioria absoluta do orçamento será direcionada diretamente à ação e ao gerenciamento da estrutura.
Uma parte considerável deste orçamento será investida em iniciativas humanitárias acordadas: construção de poços de água em áreas de seca, desenvolvimento de agricultura sustentável, missões conjuntas de assistência médica (nas quais um médico muçulmano, uma enfermeira cristã e um paramédico hinduísta atuam juntos), bem como o funcionamento contínuo dos sistemas do Pacto.
4.4.2. 10% para o "Fundo do Futuro" e Respostas Imprevistas:
Um décimo de cada receita que ingressar na iniciativa será transferido automaticamente para um fundo de reserva fechado e protegido.
Este fundo de reserva destina-se a vários objetivos estratégicos: Em primeiro lugar, constitui um colchão de segurança financeira no caso de crises globais excepcionais (como pandemias globais, um colapso econômico internacional ou catástrofes naturais de magnitude continental) onde será necessária ajuda urgente.
Em segundo lugar, é designado para o futuro desenvolvimento tecnológico da plataforma, de modo a garantir que ela permaneça relevante e avançada para as próximas gerações.
Em terceiro lugar, o Fundo garante a existência da iniciativa por centenas de anos no futuro, para que, mesmo em anos de depressão, a mensagem da Parceria Humana não seja silenciada devido à falta de orçamento.
4.5. A Economia Local Circular: Comércio Baseado em Valores
Juntamente com o Fundo Global, o Pacto incentiva uma mudança na estrutura econômica diária dos seus signatários.
Os seres humanos tendem a comercializar com alguém em quem confiam. Quando duas pessoas de extremos diferentes do mundo, com crenças completamente diferentes, assinam o Pacto de Parceria, elas sabem que compartilham uma infraestrutura moral comum de justiça, transparência e respeito.
Incentivamos a criação de redes comerciais, de colaborações tecnológicas e a troca de mercadorias entre comunidades signatárias do Pacto.
Quando uma comunidade se compromete a comprar produtos agrícolas ou serviços de engenharia a outra comunidade (que, possivelmente, está localizada do outro lado de uma velha barricada política), a economia transforma-se numa verdadeira ponte.
A cooperação econômica a longo prazo é a melhor vacina contra as guerras.
5. Capítulo D: Roteiro Operacional – O Primeiro Ano: Das Palavras às Ações
5.1. A Transição da Ideia para a Realidade Global
A história está repleta de documentos sublimes e de pactos morais que permaneceram como letra morta nas páginas dos arquivos por carecerem de um plano de ação prático e de um mecanismo de implementação.
O Pacto da Parceria Humana não é um documento teórico; é um projeto global de infraestrutura.
O primeiro ano de atividade é a etapa mais crítica, pois é nela que a confiança pública será edificada, a infraestrutura tecnológica será estabelecida e os precedentes que guiarão o Conselho por gerações serão fixados.
A fim de garantir um crescimento orgânico, estável e controlado, o primeiro ano encontra-se dividido em quatro trimestres (fases de ação), cada um deles dedicado à concretização de um objetivo estratégico claro.
5.2. Primeiro Trimestre (Meses 1-3): Construção do Esqueleto Organizacional e da Infraestrutura Tecnológica
O primeiro trimestre será inteiramente dedicado ao trabalho nos bastidores. Antes de convocar as massas a unirem-se, é forçoso assegurar que a casa está pronta para as acolher.
5.2.1. Estabelecimento de uma Sede Operacional Profissional Enxuta:
Será recrutada uma equipe de profissionais de primeira linha, que atuará a princípio em regime de voluntariado ou com o financiamento inicial oriundo dos doadores-núcleo.
Esta equipe será composta por peritos em segurança da informação, juristas internacionais, gestores de projetos e especialistas em comunicação.
O papel da sede não é o de definir a política ou a ideologia – essa é a atribuição do Conselho que será erigido – mas sim o de construir a infraestrutura logística que permita ao Conselho operar.
5.2.2. Desenvolvimento da Plataforma "A Távola Redonda Digital" (The Digital Round Table):
Proceder-se-á à instauração de uma plataforma digital e de um aplicativo seguro que atuarão como o lar cibernético do Pacto.
Este sistema deverá ter capacidade para suportar o fluxo de centenas de milhões de usuários. Englobará o teor do Pacto, um sistema de assinaturas digitais, um fórum de discussão pública e um sistema transparente que mostre em tempo real o número de signatários e sua distribuição no mundo.
5.2.3. Localização e Tradução Global:
O Pacto não pertence exclusivamente aos falantes da língua inglesa ou a qualquer outra língua predominante.
No decurso do primeiro trimestre, equipes de voluntários oriundos de todo o mundo traduzirão o Pacto para centenas de línguas e dialetos locais.
Cada versão passará por um processo de controle cultural para garantir que os termos preservem seu espírito original e não ofendam as sensibilidades locais.
A meta é que toda pessoa que pisar no solo da Terra tenha o ensejo de ler o Pacto em sua língua materna.
5.3. Segundo Trimestre (Meses 4-6): O Censo Global de Identidade e a Criação de Massa Crítica
Logo após a infraestrutura estar pronta, a primeira fase pública será aberta: um chamado aos cidadãos do mundo para assinarem o Pacto e participarem do censo.
5.3.1. Lançamento do Censo de Fé e Identidade:
O sistema digital será aberto para registro. Será solicitado a cada pessoa que assinar o Pacto que indique a qual corrente, religião ou visão de mundo pertence, para fins de representação futura no Conselho.
O processo enfatizará a manutenção absoluta da privacidade. Os dados que serão salvos e publicados serão apenas estatísticos, sem associar um nome pessoal ou endereço a uma religião específica, a fim de proteger os signatários que vivem em países onde há perseguição religiosa ou proibição do secularismo.
5.3.2. Desdobramento da Rede de "Embaixadores da Aliança" (Alliance Ambassadors):
Para alcançar as populações que não estão conectadas à internet ou que raramente usam a tecnologia, será operada uma rede de embaixadores de campo.
Estes serão líderes comunitários, professores, médicos e intelectuais locais, que transmitirão a mensagem do Pacto oralmente, nas praças das aldeias e nos centros das cidades.
Eles coletarão assinaturas físicas, que serão posteriormente inseridas de forma centralizada no sistema global.
5.3.3. A Meta da Massa Crítica:
O objetivo neste trimestre é alcançar um limite mínimo de signatários que justifique o estabelecimento do Conselho.
A meta ambiciosa para esta fase é atingir 100 milhões de assinaturas verificadas, representando uma seção transversal de pelo menos cinquenta países diferentes e dezenas de correntes e crenças.
5.4. Terceiro Trimestre (Meses 7-9): O Estabelecimento do Conselho Global e a Atribuição dos Assentos
Com a conclusão da fase inicial de coleta de dados, passaremos à fase democrática e organizacional de construção do próprio Conselho de Consenso.
5.4.1. Transparência dos Dados e Fixação das Correlações de Poder:
Num dia predeterminado, o sistema ponderará todos os dados e publicará de forma transparente e pública a distribuição de signatários no mundo.
Com base nesta distribuição, os 1.000 assentos do Conselho serão alocados às diferentes correntes em porcentagens exatas.
(Por exemplo: se se verificar que 8% dos signatários se definem como hindus, esta comunidade receberá um aviso de que deve preencher 80 assentos no Conselho).
5.4.2. Processos de Indicação Interna nas Comunidades:
Será dado um prazo de vários meses para cada corrente, comunidade ou organização científica escolher os seus representantes de forma independente.
Como mencionado, cada comunidade escolherá seus representantes da forma apropriada (nomeação pela liderança, eleições internas abertas, etc.), desde que cada representante assine pessoal e publicamente os dez pilares do Pacto.
5.4.3. A Assembleia Fundacional - "O Plenário do Consenso" (The Foundation Assembly):
No final do terceiro trimestre, ocorrerá a primeira assembleia do Conselho Global de Consenso completo.
Devido a considerações econômicas e ambientais, a assembleia será administrada de forma híbrida: uma reunião física dos representantes centrais em um local que será determinado como neutro, juntamente com a participação digital segura dos restantes representantes de todo o mundo.
Nesta ocasião, a constituição do Conselho será aprovada, os primeiros comitês de mediação serão nomeados e o protocolo econômico será assinado.
5.5. Quarto Trimestre (Meses 10-12): Operação Econômica e Lançamento de Projetos de Reparação do Mundo
No último trimestre do primeiro ano, o Conselho começará a realizar a sua vocação e a afetar de forma prática a vida das pessoas no mundo.
5.5.1. Operação do Mecanismo de Arrecadação de Recursos:
Será anunciado oficialmente a abertura do "Fundo de Restauração Compartilhada".
O sistema de microdoações (A Moeda Global) será totalmente ativado, e as correntes começarão a transferir as taxas de participação comunitária.
Paralelamente, será aberto o registro e as verificações iniciais para as empresas comerciais que buscam receber o "Selo de Equidade Humana".
5.5.2. Aplicando a Regra 90/10 na Prática:
Com a entrada dos primeiros fundos, a dedução automática para o "Fundo do Futuro" (10% de cada rendimento) será operada, a fim de construir a almofada de segurança desde o primeiro dia.
O restante do orçamento (90%) será colocado à disposição do Conselho para investimento imediato.
5.5.3. Escolha e Aprovação dos Primeiros Três Projetos Pioneiros:
Para demonstrar o poder do Pacto em unir mundos, o Conselho escolherá e aprovará (por uma maioria qualificada de 75% dos representantes) três projetos humanitários urgentes em diferentes áreas do mundo.
Esses projetos serão escolhidos de forma a refletir os valores de salvar vidas, desenvolvimento sustentável e cooperação inter-religiosa distinta
(por exemplo, uma equipe multicultural que estabelece infraestrutura médica numa área atingida por um desastre).
5.5.4. Resumo do Ano e um Relatório de Transparência Global:
No final do décimo segundo mês, será publicado um relatório público abrangente.
O relatório detalhará cada shekel/dólar que entrou e saiu, apresentará o progresso das iniciativas no terreno e resumirá as conquistas do Conselho de Mediação na resolução de disputas.
Este passo completará o ciclo de construção de confiança e preparará o terreno para o segundo e terceiro ano, nos quais o objetivo da iniciativa é chegar a um bilhão de signatários e tornar-se a corrente central da humanidade.
6. Capítulo E: Estratégia de Distribuição, Marketing Comunitário e Educação para as Gerações
6.1. A Difusão de uma Ideia Profunda vs. O Marketing de um Produto
A história nos ensina que é impossível vender confiança, paz ou fé através de outdoors, comerciais de televisão ou campanhas financiadas.
Ao tentar "comercializar" uma ideologia moral usando as ferramentas do mundo do consumo, a ideia perde imediatamente a sua autenticidade e é percebida como uma tentativa de manipulação.
"O Pacto da Parceria Humana" exige das pessoas que abram os seus corações, superem séculos de preconceitos e concordem em sentar-se à mesma mesa com aqueles que até ontem eram considerados rivais.
Uma mudança de consciência desta magnitude não ocorre após assistir a um anúncio; ela ocorre como resultado de um encontro humano, de uma conversa honesta e de uma educação profunda.
A estratégia de distribuição do Pacto é baseada num modelo de "crescimento orgânico (Grassroots)" a partir de dentro das próprias comunidades, enquanto o uso de ferramentas digitais serve apenas como meio de empoderar a conexão humana.
O objetivo deste capítulo é detalhar como a mensagem passa de pessoa para pessoa, de pai para filho e de um líder espiritual para sua comunidade.
6.2. A Rede de "Embaixadores da Fé e da Razão"
Em vez de empregar agências de publicidade, o Pacto contará com uma rede global de embaixadores voluntários.
Esses embaixadores não são políticos ou celebridades, mas as pessoas que se encontram nos pontos focais da influência comunitária diária.
6.2.1. Recrutando os Líderes de Campo:
Os primeiros embaixadores que recrutaremos serão sacerdotes de religiões locais (imãs em mesquitas de bairro, rabinos comunitários, padres nos subúrbios, monges em templos), juntamente com chefes de comitês, professores, cientistas, assistentes sociais e líderes de movimentos juvenis.
Essas são as pessoas que o público conhece e confia. Quando um líder comunitário assina o Pacto e o apresenta à sua comunidade no sermão semanal ou numa palestra, ele lhe confere uma legitimidade que dezenas de campanhas digitais não conseguiriam gerar.
6.2.2. O Kit do Embaixador Local:
A cada embaixador será concedido um "kit de distribuição" gratuito e aberto, que inclui o Pacto traduzido para a língua local, perguntas frequentes adaptadas às sensibilidades daquela cultura e propostas de atividades de mediação.
O kit não ditará ao embaixador como falar, mas fornecer-lhe-á um quadro de apoio para transmitir a mensagem com as suas próprias palavras e no estilo adequado ao seu público de ouvintes.
6.3. A Campanha da Ressonância Humana: O Projeto "A Minha História" (The Human Resonance)
Na era das redes sociais, conteúdo viral é o conteúdo que suscita uma tremenda identificação emocional.
A campanha digital central do Pacto não se envolverá em pregações, mas na escuta.
6.3.1. Disseminando Valores por meio de uma História Pessoal:
Convidaremos todas as pessoas que assinam o Pacto a filmarem um pequeno vídeo, ou a escreverem um pequeno texto, no qual respondem a apenas uma pergunta: "Qual dos dez pilares do Pacto fala mais profundamente comigo, e como ele está conectado à minha experiência de vida?".
Quando uma mulher na África conta como o valor da "Santidade da Vida" salvou a sua aldeia, e quando um estudante na Ásia partilha como o valor da "Liberdade da Razão" lhe permitiu estudar ciências sem abandonar a tradição dos seus antepassados – o Pacto deixa de ser um documento filosófico frio para se tornar um mosaico vivo de dor, esperança e cura.
6.3.2. Criando Cadeias de Identificação (Identification Chains):
Os usuários serão convidados a marcar (tagging) os seus amigos, não como uma exigência de assinatura, mas como um convite para participar no discurso.
O objetivo é inundar as redes sociais com uma infinidade de histórias reais, não editadas e não financiadas, de seres humanos de todo o mundo que descobrem o denominador comum entre si.
6.4. Educação para a Próxima Geração: O Princípio da Assimilação do Núcleo
As crianças não nascem com ódio, preconceitos ou racismo; elas aprendem isso com o ambiente.
Para garantir que o Pacto sobreviva além da geração atual, ele deve se tornar parte do programa educacional global.
6.4.1. Integração sem Substituir a Tradição:
O Pacto não procura substituir as aulas de religião, de história nacional ou de ciências nas escolas.
Em vez disso, ele oferecerá um modelo de "educação complementar". Será desenvolvido um programa de estudos flexível, da idade do jardim de infância à universidade, abordando a resolução de conflitos, a familiarização com outras correntes no mundo e o exercício prático do princípio da responsabilidade mútua.
6.4.2. Cooperação com Movimentos Juvenis:
Os movimentos juvenis são o agente mais forte de mudança social entre os jovens.
O Pacto criará trilhas de integração com movimentos juvenis existentes em todo o mundo (os Escoteiros, movimentos juvenis religiosos, organizações de jovens de qualidade ambiental).
Os aprendizes implementarão os princípios do Pacto através de projetos práticos na sua comunidade e participarão de acampamentos de verão internacionais que reúnem jovens de estados anteriormente inimigos, sob a proteção segura do Conselho Global.
6.5. Licença de Distribuição Livre e Criação Cultural Espontânea (Open Source Humanity)
Um dos princípios mais exclusivos na estratégia de distribuição é a liberação absoluta dos direitos autorais sobre o texto, num modelo que lembra o mundo de código aberto na indústria de software.
6.5.1. Domínio Público:
O texto do Pacto, o emblema (logotipo) do Conselho Global e os planos de aula estarão todos sob uma licença aberta e gratuita para o público.
O significado é que toda pessoa, comunidade ou organização está autorizada a imprimir o documento, a duplicá-lo e a distribuí-lo gratuitamente, sem pedir permissão ou pagar royalties.
6.5.2. Encorajamento à Criação Artística:
Faremos um apelo a artistas de todo o mundo para que adotem os princípios do Pacto e deem-lhes vida.
Músicos serão convidados a compor obras com base no texto; pintores e designers gráficos serão convidados a desenhar cartazes e símbolos que expressem a parceria humana;
Dramaturgos e diretores de cinema serão encorajados a criar obras que apresentem os conflitos e as soluções que o Pacto oferece.
A arte cruza as fronteiras da linguagem e do intelecto e toca diretamente na alma, e, portanto, constitui a ferramenta de distribuição mais forte.
6.6. Presença Física no Espaço Público e Espiritual
O mundo digital é importante, mas não há substituto para a presença física de um objeto ou documento no espaço onde as pessoas oram, estudam e se encontram.
6.6.1. O Pacto nas Instituições Parceiras:
Toda instituição que adira ao Pacto – seja uma mesquita, igreja, sinagoga, universidade, corpo docente de ciências ou refeitório de sopa – será convidada a colocar uma cópia impressa e elegante do Pacto na entrada do edifício ou no quadro de avisos central.
Esta presença transmite àqueles que entram pelos portões da instituição: "Aqui nós respeitamos a tradição local, mas ao mesmo tempo vemo-nos como parte da grande família humana".
6.6.2. Dias Globais da Parceria:
Uma vez por ano, celebrar-se-á o "Dia do Pacto da Parceria Humana" em todo o mundo.
Não será um dia de cerimônias de Estado vazias de conteúdo, mas um dia de ação comunitária conjunta.
Neste dia, as comunidades que assinaram o Pacto sairão para limpar o ambiente, distribuir alimentos aos necessitados ou organizar mesas de diálogo abertas nas praças da cidade, para as quais todas as pessoas de todas as correntes e crenças serão convidadas a sentarem-se, a comerem juntas e a conversarem.
7. Capítulo F: O Conselho Global de Consenso – Estrutura de Poder, Representação Proporcional e Protocolo Organizacional
7.1. A Necessidade de uma Instituição de Consenso
Ideias grandiosas e valores nobres não podem mudar a realidade enquanto permanecerem no papel.
Para que o Pacto Humano se torne uma força motriz no mundo, necessita de um coração pulsante e de uma instituição para o traduzir do potencial para a ação.
O Conselho Global de Consenso não pretende ser um "governo global", não mantém um exército e não recolhe impostos pela força.
O seu poder deriva de uma única fonte: o livre consentimento de milhares de milhões de seres humanos que o encaram como a sua suprema bússola moral.
Trata-se de uma instituição destinada a substituir as lutas pelo poder e as guerras religiosas históricas por uma mesa redonda, onde cada voz humana recebe um lugar de honra.
O Conselho serve como a arena central de diálogo para a humanidade, permitindo que crenças, religiões e visões do mundo científicas colaborem para o bem comum.
7.2. O Censo Global de Identidade e Crença
A base para qualquer representação justa é saber a verdade sobre a composição da população.
Como muitos governos em todo o mundo não permitem a liberdade de religião, ou, em alternativa, proíbem o registo religioso, o Conselho irá operar um mecanismo completamente independente:
7.2.1. A Frequência e Natureza do Censo:
Uma vez a cada cinco anos, terá lugar um censo global digital seguro.
Neste censo, será pedido a cada pessoa (acima da idade de maturidade que será estipulada) que declare a sua afiliação espiritual, religiosa ou ideológica.
7.2.2. Liberdade de Autodefinição:
A filiação não é determinada pelo registo estatal ou pela origem étnica, mas pela escolha livre e pessoal do indivíduo nesse dado momento.
Uma pessoa nascida numa família cristã, mas que hoje se identifica como ateia, será contabilizada como ateia.
Uma pessoa que combina as crenças orientais com uma abordagem científica poderá escolher a corrente que a representa com sinceridade.
7.2.3. Proteção da Privacidade:
Os dados recolhidos não incluirão informações de identificação pessoal a serem transferidas para os governos, mas serão utilizados exclusivamente para criar o mapa estatístico global e atribuir o poder de voto dentro do Conselho.
7.3. O Princípio da Representação Proporcional Absoluta
A principal inovação do Conselho de Consenso é a forma como o poder é alocado.
Ao contrário das organizações internacionais nas quais determinados países possuem um poder de veto histórico, ou onde cada país recebe um voto, independentemente do tamanho da sua população, o Conselho opera numa base estritamente humana:
7.3.1. O Plenário dos Mil:
O plenário do Conselho será sempre composto por 1.000 lugares.
Este número é suficientemente grande para permitir a representação de minorias, mas suficientemente pequeno para possibilitar um debate eficaz.
7.3.2. Alocação Matemática Justa:
Os lugares serão distribuídos com precisão absoluta, de acordo com a percentagem de fiéis na população em geral.
Se após o censo de identidade se constatar que uma corrente específica representa 15% de todos os signatários do Pacto, essa corrente receberá 150 lugares no Conselho.
Uma pequena comunidade constituindo 0,1% da população receberá um assento.
7.3.3. Representação de Minorias (Coligações de Minorias):
As comunidades que constituem menos de 0,1% da população poderão formar "coligações de minorias" baseadas em afinidades regionais ou ideológicas.
Qualquer coligação deste género que ultrapasse o limiar de 0,1% receberá lugares no Conselho de acordo com a sua percentagem cumulativa total, e enviará um representante acordado em seu nome.
7.3.4. Representação Igualitária para as Perspectivas Científicas e Seculares:
Como definido no Pacto de Valores, uma visão do mundo não religiosa, tal como o humanismo secular, o agnosticismo ou o racionalismo científico, goza de um estatuto de total igualdade.
Se 20% da população mundial definir a ciência e a razão como o seu modo de vida e a sua "crença", esta comunidade receberá 200 lugares no Conselho.
Sentar-se-ão à mesa do consenso ao lado dos líderes das grandes religiões, como parceiros iguais na condução do futuro da humanidade.
7.4. O Processo de Nomeação de Representantes (Autonomia Comunitária)
O Conselho não interfere na forma como cada corrente elege os seus representantes.
7.4.1. Independência de Escolha:
Uma corrente alicerçada numa hierarquia religiosa tradicional pode nomear os seus representantes por via dos seus líderes espirituais.
Por outro lado, uma corrente baseada em princípios democráticos ou organizações científicas, poderá organizar eleições internas abertas.
7.4.2. O Único Critério de Representação:
Qualquer representante enviado ao Conselho deve declarar previamente, e de forma pública, o seu compromisso absoluto com os dez pilares do Pacto.
Um representante que apele à violência ou à discriminação, verá a sua adesão ao Conselho revogada imediatamente.
7.5. As Autoridades do Conselho e os Seus Papéis Práticos
O Conselho reunir-se-á em plenários regulares e operará comitês profissionais. Os seus papéis centrais serão:
7.5.1. Arbitragem e Mediação Intercomunitária:
Num mundo onde ocorrem disputas históricas sobre locais sagrados, recursos naturais ou direitos de culto, o Conselho atuará como o supremo tribunal para a mediação.
As decisões não serão tomadas pela força, mas através de comitês de reconciliação formados por representantes de correntes neutras, que irão sugerir soluções criativas que preservem a dignidade de todas as partes.
7.5.2. Orientar os Recursos do Fundo Global:
O Conselho será a única entidade mandatada a aprovar os projetos de investimento do "Fundo de Restauração Compartilhada" (o qual será esmiuçado no Capítulo Econômico).
As decisões relativas à afetação de fundos à erradicação da fome numa região específica ou ao desenvolvimento de infraestruturas hídricas devem ser tomadas com um amplo consenso, a fim de garantir que os recursos beneficiam toda a humanidade e não um interesse limitado.
7.5.3. Declaração de Posições Morais Globais:
Perante crises mundiais – tais como catástrofes climáticas, pandemias ou inovações tecnológicas com implicações morais de longo alcance (como a inteligência artificial ou a engenharia genética) – o Conselho divulgará um "apelo à ação" moral.
Quando mil líderes de todas as religiões e perspetivas mundiais se congregam em torno de um alerta ou apelo à ação, a influência pública sobre os governos e corporações assumirá contornos sem precedentes.
7.6. O Princípio do Voluntariado e da Integridade
A fim de assegurar que o Conselho não degenere num aparelho burocrático corrupto nem numa fonte de enriquecimento pessoal, é definida uma regra operacional inquebrável:
7.6.1. Ausência de Remuneração por Representação:
O Conselho Central e o Fundo de Restauração Global em momento algum suportarão salários, custos de alojamento, pagamento de ajudas de custo ou passagens aéreas para os representantes das correntes, religiões ou confissões.
A representação no Conselho integra-se na categoria de missão estritamente voluntária em nome do Fundo Global.
7.6.2. Financiamento Comunitário Exclusivo:
O ónus das despesas do representante, das suas viagens de avião e da sua acomodação ao longo das reuniões do Conselho recairá apenas sobre a comunidade ou corrente que procedeu à sua eleição.
Este mecanismo assevera dois pontos essenciais: Primeiro, a comunidade vai certificar-se de que destacará um indivíduo digno do seu investimento e mantê-lo-á sob escrutínio.
Segundo, o representante manter-se-á invariavelmente associado aos requisitos da sua própria comunidade e a esta vinculado, por oposição à orgânica do Conselho Global.
7.6.3. Operações Líquidas:
As receitas do Fundo serão consignadas exclusivamente para a operacionalização técnica da plataforma, ao aparelho neutro de promoção e divulgação, para a consultoria jurídica e ao pagamento dos estipêndios dos profissionais (agentes da sede e setor administrativo) encarregues da regência da iniciativa no dia a dia.
Esta equipa engloba um escalão profissional de cariz executivo sem papel nos processos de decisão no âmbito ideológico ou da escala de valores.
8. Capítulo G: Protocolo de Mudanças e Evolução – A Gestão do Pacto como um Documento Vivo e Aberto
8.1. O Perigo da Estagnação Intelectual
A história espiritual e jurídica da humanidade acha-se calcada em documentos, pactos e textos sagrados elaborados com fito probo e inexcedível sapiência, que, todavia, engessaram-se ao longo da passagem dos anos.
Quando um documento é lavrado em pedra e rechaça quaisquer emendas ou flexibilizações ao devir dos tempos, acarreta o risco de converter-se de instrumento emancipatório em ferramenta de subjugação.
O nosso discernimento respeitante à ordem cósmica, à ética, à psique antropológica e aos anseios sociais não se cinge a estatuto perene; transmuta-se e apruma-se, de geração em geração.
"O Pacto da Parceria Humana" acolhe com singeleza os entraves contemporâneos. Averbamos que se afigura exequível que num lapso de cem anos os nossos descendentes venham a defrontar-se com contingências éticas de que, na presente conjuntura, sequer vislumbramos os contornos (à guisa de exemplo, os fóruns de garantia atinentes a entidades de raciocínio artificial, ou a colonização de orbes alheios).
Neste prisma, o Pacto abstém-se do ensejo de se arvorar como a "etapa final" do pensamento moral civilizacional, propondo-se antes como "aliado de travessia". O estatuto é concebido de gênese como uma matéria anímica, que inala e se aperfeiçoa.
O rito minucioso decantado infra possui a mira de acautelar que o Pacto consinta perenemente em abrigar inserções, reparos e requintes, sempre que os aludidos fluam do seio de uma anuência de espectro vasto e em hipótese alguma atentem de encontro à espinha dorsal da emancipação e à intangibilidade inviolável da existência.
8.2. O Direito Aberto de Proposição para Todas as Pessoas
Numa ruptura diametral com o engessamento dos tribunais clássicos, nos quais o foro da propositura emendarial a preceitos ou estatutos restringe-se a senadores chancelados nas urnas ou aos escalões de relevo eclesiástico, a presente Parceria Pactual irradia tal apanágio à generalidade do comum dos mortais.
8.2.1. A Titularidade Partilhada do Ideal:
Fica asseverado a todo sujeito deste mundo (desde que preencha a fasquia da maioridade a ser demarcada), cuja firma repouse em anuência sobre o Pacto, a legitimidade para dar entrada em qualquer postulação com fito de reforma, preposição suplementar ou interposição de ressalva.
Este direito recusa submissão, dispensando crivos de formação acadêmica, de extrato econômico ou de titulação na seara devocional.
A presunção que embasa tal cânone apregoa que a centelha da sapiência antropológica detém o dom de borbulhar das fontes mais ignotas – quer mane da retórica de um acadêmico de escol, da labuta de um semeador na lida do arado a proteger a gleba, ou do olhar matinal de um púbere dissecando a teia global e empírica com lentes ainda intocadas.
8.2.2. A Conformação das Emendas e Remendos:
Como paliativo destinado a represar aluviões repletas de retoques efêmeros desprovidos de fulcro, faz-se lei que cada alvitre redigido visando modificação desembarque amparado e empacotado por moldura de rigor esquemático, cristalina e abastada em justificativas lógicas.
Constitui encargo do signatário propositor especificar, em laudas de detalhes:
Qual das cláusulas em curso é interpelada pelo intento da troca, ou que apêndice inaugural roga para ser incluído.
O fraseado meticuloso e textual exato projetado na petição.
Qual a viga dorsal, prática ou atinente à moral, prestando arrimo tático ou lógico à postulação.
E como corolário sumo de primordial exigência: de que forma a permutação arquitetada espalha bônus e préstimos de valia aos anais atinentes à totalidade do gênero humano, abstendo-se e isentando de ferir regalias em direito, ideologia mística ou brios de qualquer das engrenagens atinentes adjacentes consorciadas.
8.3. A Trilha da Triagem e Retaguarda das Bases
Uma epifania incipiente, independentemente da excelência do seu escopo, exige endosso de viabilidade com esteio cívico no terreno social em caráter proemial, antes de escalar galgando assento nos degraus de contenda no teto atinente do estágio magnânimo cósmico e planetário.
8.3.1. A Triagem a Céu Aberto e as Frentes de Amparo:
O pleito será tornado público no seio da plataforma digital global, em alvéolo confinado aos moldes dos "anexos de aperfeiçoamentos e minutas visando o Pacto".
Nesse limiar, a emenda submeter-se-á aos rigores da análise do público. Cumpre ao requerente granjear base rudimentar prestando amparo e escudo em prol do seu raciocínio.
Para que uma petição logre galgar estágio, sendo admitida às tréplicas da assembleia formacional no seio do Conselho, urge arregimentar um corpo maciço de subscrições (a exemplo, montante afixado em cem mil validações afiançadas por acólitos reais).
8.3.2. A Barreira da Multiplicidade Plural e do Mosaico Eclético:
Para mitigar o assédio em que o seio de um clã nacional e exclusivista intenta fórceps em lei manipuladora visando usufruto exclusivo, finca-se e interpõe-se a obrigatoriedade da premissa "heterogeneidade transfronteiriça e diversidade cosmovisiva".
Os subscritores dando esteio à pauta emanarão, sob preceito, de no mínimo cinco recantos transnacionais dispares, e atestarão pertencer atrelados a, em piso reduzido, três ramificações devocionais e matrizes ideológicas desconexas.
Tais trâmites atestam que unicamente sementes providas da genuína vocação transnacional ecoante e irrestrita deterão fôlego trilhando as pautas ulteriores.
8.4. O Mecanismo de Consenso Profundo do Conselho
A proposta que logra alçar transpondo os umbrais ditados pelas hostes cívicas e superado o crivo identitário eclético, é vertida à tribuna da roda do Conselho Global de Consenso (no corpo de magna reunião com 1.000 presentes).
Nesta esfera, instaura-se um modelo projetado ao intuito de asfixiar qualquer pretenso jugo na esteira da "opressão pela maioria".
8.4.1. O Colóquio na Curia de Ética Censor e Moral:
Na antevéspera das contendas e deitando sufrágio às urnas, a tese é radiografada na comissão perita, consorciada mesclando luminares dos templos, tribunos da razão exata das ciências e artífices da legislação e das leis.
O aludido colegiado atestará por via crivadora que o remendo submetido não se choca aos vetos absolutos inflexíveis (sinalizados como barreiras rubras na seção Capítulo C), ilustrado pelo dogma contrário de proibições aviltantes à coerção e a sanções castradoras contra a vida.
8.4.2. A Cláusula de Barreira da Supermaioria Esmagadora (Supermajority Requirement):
Para que uma mudança penetre oficialmente no corpo normativo do "Pacto da Parceria Humana", postula-se concordância excepcional e soberana.
Não satisfaz a mera métrica rasteira fincada nos 51%, visto que alija impelindo ao órfão abandono e exílio a margem o contingente dos 49% planetários em sensação preterida.
Toda mutação no âmago basilar do Pacto cobra, sob regra inquebrável, supedâneo fincado no consentimento e guarida não menos do patamar correspondente a 75% dos legatários investidos no Conselho.
Este sarrafo sublime alicerça duplicidade protecional: Em preambular instância, resguarda a estabilidade basáltica do Pacto, blindando suas diretrizes da volubilidade de repentes e ventos efêmeros que marcam modismos correntes.
E como corolário correlato, chancela que a integralidade dos reparos acoplados e incutidos às folhas do fólio erguer-se-á com aval esmagadoramente assentido da pléyade que reúne a gama confessional mundo afora – dos muçulmanos cristãos aos que labutam nos eixos do budismo, englobando céticos e seculares – como pauta desejável imbuída do genuíno farol de progresso na humanização ética do amanhã.
8.5. As Versões Anuais e o Arquivo do Desenvolvimento Humano
O modus operandi que norteia a feitura da publicização de acertos e aggiornamentos objetiva cimentar ordenamento, longevidade orgânica e translúcido cristal histórico documentado.
8.5.1. Declaração Anual:
O Conselho declina o afã inconstante de submeter a pena reescrevendo estamentos documentais em cotidiano diário frenesi.
Em cômputo aprazado no rito do ciclo anual (exatamente a 1º de janeiro, ou calendário análogo ecumênico acordado a estipular-se ulteriormente), a cúria do Conselho espraiará às imprensas a resenha textual batizada "Edição Pactual da Virada".
A aludida aurora da virada é revestida em júbilo pontuando epifania de celebração cósmica e repaginamento do fôlego ético planetário. A peça nova amalgama a íntegra em retrospecto das correções ratificadas no acervo pátrio que logrou vigência no pretérito exercício pretérito.
8.5.2. O Arquivo Público do Desenvolvimento Humano:
Sob nenhum estágio ou deliberação suplantadora atestar-se-á cancelamento pondo rasuras apagadoras expurgando os anais transcorridos pretéritos.
Os espólios impressos em gerações e versões pretéritas remanescerão incólumes na guarda perene na abóbada digital acervada, disponível e permeável em foro aberto generalista às bases das gentes todas, adornados nos rodapés em anotações aclaratórias revelando as sendas causais motrizes atreladas às mudanças efetivadas.
Esta cripta resguardada agirá na conformidade de testemunhal documentário inestimável com brilho inigualável, propiciando aos pesquisadores debruçados, à docência acadêmica estudantil, e a cada vivente a perquirição fidedigna das trilhas pregressas singrando e mapeando as pegadas ascensoras na via atinente moral e ascensão purificadora ecumênica nos passos da vida encadeada do rebanho e irmandade humana e seus ritos e séculos defasados de outrora.
Afigura-se a obra, no âmago central em fim, como o relicário caderno confessional atrelado a viagem do fôlego da consciência do cidadão planetário.
9. Conclusão do Pacto e Assinatura
"O Pacto da Parceria Humana" abstém-se do ensejo utópico que procura dissecar resolvendo na integralidade as charadas e mistérios velados encrustados no universo, não recaindo à quimera pretensiosa e aviltante no qual tente apoderar e substituir com suas diretrizes a ponte umbilical e amalgama de intimidade congregada entre o ser humano o mortal a carne e a glória e face altiva e imponente fisionômica do altíssimo Ser Superior Supremo ou o elo consubstanciado do individuo amarrado ao viés e fôlego de sua meditação e razoabilidade lógica estritamente inerente.
A única e basilar bússola em colimação no foco atinente baliza em prol a propugnar uma soleira cimentada rochosa de preceitos fincados éticos morais infalíveis, apondo prancha e terra firme basáltica no recanto em que, sobre ela arvorados, perfilados possamos ombrear altivos atinentes estribados resguardados em segurança franca atinente livres incólumes predispuestos sem receios asiduos amedrontadores afanosos em lides imunes franqueados a sangrentas predispuestas carnificinas em prantos atinentes derramados vermelhos letais mortais inmersos afanosos de poças predispuestas.
Esta partitura e ata firmante lavrada edifica e constitui na aurora inaugural pondo franqueando o passo germinal franqueador liminar propiciando atinente peregrinação viandante de singradura com trajeto esticado albergando léguas de longos predispuestos passos de milhas estendidas afanosas sem conto adscritas em roteiros. Clama intercedendo amurallada franqueadora impelindo franqueando com rogos franqueadores a voga predispuesta encuadrando afanosa instando que deponhamos adscritos despojando atinentes e lançando por terra o enjoo adscrito o ímpeto e amurallado rancor predispuesto franqueador bélico do fel ódio odioso predispuesto e atinente calcado predispuesto franqueador atinente colateral amurallado afanoso na rotina asidua do costume vivencial empírica na qual fôramos moldados habituados e amoldados acostumados atinentes afanosos inmersos condicionados acoplados predispuestos atinentes, porém atinente e de reversa guisa exime-se e omite franqueando em foro de pretexto adscrito não requisitar afanosa predispuesta isentando a imposição de claudicarmos predispuestos franqueadores escorraçando abdicando do viés de lide pátria essência nativa predispuesta em renegação à raiz identitária afanosa nativa em que fomos acoplados moldados franqueados natos franqueadores adscritos atinentes natos.
No sentido inverso predispuesto na contramão deitante franqueadora atinente afanosa diametral deitada – conclama de rogo atinente deitada concita franqueando instando e propugna atinente albergando convite deitando que sejamos nós os obreiros a deitar e a trazer à mesa atinente amurallada os encantos afanosos adornos da beldade predispuesta a fluidez afanosa branda graciosa amurallada predispuesta e a sabedoria perspicácia atinente inigualável sapiência afanosa majestosa deita esparramada nas fontes afanosas inmersas amuralladas atinentes e calçadas na tradição de todo atinente predispuesto rebanho de estirpe afanosa nativa congregacional, ofertando a pondo afanosa repousando predispuesta deitada à título franqueador amurallado atinente de dom afanoso dadivoso adscrito de lide franqueadora e dote amurallado de oblação explayada mimo fátuo deitando deito no retábulo predispuesto da ceia atinente no fólio afanoso repasto e mesa de manjar franqueador atinente da família congênere pátria encuadrando atinente predispuesta consorciada irmã de linhagem e irmandade humana afanosa.
Nós consorciados signatários franqueadores infra chanceladores de rúbricas predispuestas apensas abaixo deitadas amuralladas atinentes colaterales, deitando lide perfilados asiduos rebentos e pares filhos amurallados de confissões amuralladas afanosas credos misticos e doutrinas inmersas fés predispuestas díspares atinentes franqueadoras e diversas atinentes variopintas amuralladas e plurais atinentes predispuestas, rebentos afanosos nascidos cidadãos acoplados da teia deitante do amálgama franqueador de nações diversas atinentes gentes e deitando povos colaterales pátrios amurallados inmersos atinentes esparcidos franqueadores predispuestos aledaños afanosos deitantes lides e plurais predispuestos atinentes orbes acoplados variados, vocalizadores deitando lides atinentes falantes predispuestos de fala e entonação deitando expressões amuralladas dialetos atinentes afanosos idiomas múltiplos predispuestos afanosos plurais engarzados explayados colaterales atinentes idiomáticos variados, munidos e amparados atinentes portadores deitantes e lastreados abraçadores defensores predispuestos baluartes amurallados inmersos abarcadores de concepções visões amuralladas ópticas cosmovisões explayadas deitadas amuralladas no amálgama inmerso adscrito ideário planetário deitado do atinente fólio mundividência afanosa diversificada de mundos e plurais predispuestos atinentes díspares e afanosas, pactuamos deitando encuadrando convergimos em consenso atinente amurallado predispuesto afirmando lide acoplada deitamos e concordamos atinentes que predispuestos e o deitando em lide o substrato predispuesto a argamassa atinente o viés deitante lide o cordão amurallado atinente que ata e deita liga franqueando amarra e congraça une cimenta que entrelaça e junta que deita que unifica predispuesto lide atinente que nos aglomera que nos agrega nos irmana predispuesto afanoso é avultado atinente deita e suplanta em peso e lastro atinente deita franqueador suplantando em grandeza e proporção afanosa supera amurallado transborda o fosso deita a trincheira a lide atinente amurallada franqueadora que o e que cinde e afasta separa deitando que desune atinente que fende e franqueia que aparta amurallada que rompe que divide e afasta lide atinente que acarreta cissura deitando aledaño predispuesta e desvinculação atinente segregadora e apartadora.
Firmamos fólio jurando lide atinente deitamos nobre afanosa afiançamos o verbo lide juramentado pactuamos promessa asidua atinente nos damos adscritos penhoramos atinente e nos empenhamos amurallados comprometendo deitando com sacramento de sacralizar franqueando predispuesto afanoso incutir lide sacrossanta devoção amurallada a vida atinente deitando a própria predispuesta lide inmersa de existência, palmilhar predispuestos perquirindo lide deitando e buscar trilhando na caça adscrita da harmonia e paz atinente propugnando no encalço franqueador deitando apaziguamento, e deitando cimentando lide e construir atinente afanosa erigindo tecendo atinente em parelha deitando de deitando lide juntos atinentes consorciados juntos em lide conjunta deitando em comunhão unidos amurallados predispuestos atinentes afanosos um berço de deitando globo um pálio um habitat atinente de mundo afanoso um reduto franqueador um amurallado planeta e terra um mundo lide atinente inmersa afanosa em cuja plaga no qual amurallado em cujos atinentes lides cujos deitando afanosos atinentes em que o e no qual todo guri deitando atinente franqueador predispuesto todo lide atinente guri afanoso e todo infante pueril menino franqueador atinente e cada atinente lide menina guria menina predispuesta franqueadora catraia atinente feminina filha predispuesta garota afanosa explayada ostentará lide deterá amurallada terá adscrita franqueadora logrará deitar atinente amurallada logrará terá poderá deitar atinente atinentes estarão deitando lograrão e atinentes terão franqueando predispuestos atinentes em deitando e atinentes deitando afanosamente deitando ter predispuesto lide amurallada e deitarão poder atinentes atinentes predispuestos e lograrão deitando amurallados e lides afanosas deitando predispuestas atinentes lides deitar franqueando deitando e a potestade franqueadora e lide predispuesta a condição lide atinente de de a franqueadora atinente afanosa e lide de amurallada de deitando e de amadurecer deitar crescer de de e espigar atinente franqueando lide medrar de lide atinente enraizar e e deitar crescer afanosa de e germinar lide e lide de vicejar e atinente deitando atinente e franqueando de deitar espigar de lide crescendo e de lide crescer lide atinente atinente de deitando na lide em e na do lide do em lide e atinente e no deitando e de na atinente na deitada e na deitando e em clima amurallado lide de no atinente predispuesto na esteira atinente lide franqueadora e deitar atinente e no amurallado e predispuesto em amurallada lide no amparo e atinente lide em berço e em lide deitando afanosa atinente no reduto e predispuesto e no seio atinente atinente no e de no amurallado amparo de em no berço de em franqueando inmerso atinente no regaço atinente lide predispuesta em no crivo e e no lide atinente de em e em resguardo atinente e atinente no lide e de em afanoso no bojo atinente de em atinente deitando de no e no ambiente de lide e de em e de e lide de em atinente em inmerso amurallado de em lide afanosa de deitando em de lide em de deitando franqueando lide deitando e e atinente em inmerso de lide e no deitando atinente e em atinente em predispuesto e deitando no lide atinente deitando resguardo inmerso atinente segurança franqueadora predispuesta amurallada atinente proteção e segurança resguardo amparo amurallado e com afanoso e reverência adscrita franqueadora apreço em decoro predispuesto voga reverencial respeito consideração honra venerativa amurallada predispuesta e deitando respeito franqueador de preito a atinente predispuesto pelo inmerso atinente lide atinente amurallada pela ao predispuesto aledaño e lide atinente e deitando ao atinente para o com lide deitando aledaño ao atinente pelo inmerso albergando deitando em pelo atinente a lide de a lide atinente franqueadora e com o afanoso lide deitando em atinente e lide e pelo atinente e pelo lide atinente deitando e ao amurallado lide e atinente deitando ao lide e atinente e pelo seu lide predispuesto atinente e ao seu amurallado franqueador aledaño seu amurallado e lide ao atinente seu próprio deitando ao de e ao seu inmerso atinente e deitando seu afanoso de e lide e de seu atinente patrimônio adscrito histórico lide atinente bagagem franqueadora legado lide atinente herança franqueadora herança herança adscrita acervo de origem de herança atinente e herança atinente e ao seu lide predispuesto inmerso em e ao atinente em e a seu amurallado e lide e ao atinente lide amurallada franqueadora e de a seu atinente e e ao deitando ao de lide de e a lide ao atinente e em e ao seu lide e atinente de deitando amurallado deitando afanoso e ao lide atinente a seu atinente em e amurallado seu deitando atinente e deitando e atinente e a lide amurallada seu lide de deitando inmerso predispuesto e deitando e ao amurallado seu de lide afanoso porvir predispuesto destino amurallado lide de futuro atinente adscrito e afanoso lide futuro franqueador amurallado atinente franqueando lide afanosa atinente futuro atinente.
Colocamos rubrica atestando deitamos a firma lide deitando de grafamos lide atinente amurallada atinente e chancelamos inmersos atinentes assinamos prestamos atinentes apomos lide rubricando atinentes e deitando apomos deitamos assinamos predispuestos nós atinentes afanosos rubricamos atinentes assinamos o presente amurallado atinente este lide adscrito tal lide atinente atinente amurallado e tal franqueador atinente de deitando aludido e tal atinente predispuesto deitando este franqueador amurallado lide deitando este atinente Pacto lide atinente amurallado franqueador afanoso por atinente atinente por atinente em atinente deitando por predispuesto e amurallado lide de em atinente por de lide por predispuesta amurallada de e lide e por atinente e deitando lide predispuesta e deitando por lide atinente em e lide e por afanoso deitando e por inmerso atinente e deitando lide em por atinente por lide de predispuesto em lide atinente deitando em prol lide amurallada atinente franqueando a pretexto predispuesto e em nome atinente a benefício amurallado franqueador em proveito atinente de deitando atinente e por predispuesto causa atinente franqueadora e em favor atinente franqueando afanoso a benefício lide predispuesta atinente e por deitando amurallado atinente e atinente em prol e em atinente em honra de deitando e por atinente lide em pró de e atinente em e de por lide atinente por lide amurallada de nós mesmos atinentes e inmersos de da atinente e de nós e da atinente e nossa própria deitando de lide de nossa inmersa e atinente nós mesmos lide franqueadora da e lide e nós e nós mesmos atinente predispuestos amurallados afanosos inmersos atinentes nós mesmos lide deitando deitando nós lide predispuesta nós mesmos atinente, em nome atinente amurallado por atinente por deitando e atinente por de e amurallada em lide predispuesta e por atinente e por deitando em lide e em lide atinente e por de atinente atinentes de por de deitando atinente amurallado e em atinente por predispuesto afanoso amurallado em prol e lide deitando e a favor lide atinente de deitando dos predispuestos atinentes e de lide de dos lide atinente amurallada franqueadora de dos deitando e de lide e de dos atinentes predispuestos e lide atinente dos atinentes nossos atinentes de deitando atinente irmãos franqueadores lides confrades amurallados lide atinentes manos franqueando predispuestos de deitando atinentes irmãos franqueadores predispuestos inmersos amurallados irmãos atinentes e lide atinente franqueadora e de afanosos atinentes irmãos atinentes deitando afanosos, pela lide predispuesta deitando e por lide e atinente pela amurallada em favor lide e em e lide e deitando pela e lide atinente pela amurallada e de e deitando por de deitando e pela atinente e pela deitando em lide atinente e pela deitada e deitando pela predispuesta e pela atinente causa da e a pretexto da e lide atinente e pela deitando lide e pelas franqueadoras deitando e pelas deitando atinente amuralladas atinentes e pelas deitando atinentes proles lide atinentes progênies amuralladas lides de estirpes predispuestas atinentes sementes lide atinentes de linhagens amuralladas franqueando as atinentes gerações afanosas inmersas lides de safras e lide deitando atinentes predispuestas gerações lides atinentes amuralladas franqueadoras e atinentes afanosas de gerações predispuestas atinentes deitando que ainda atinentes amuralladas predispuestas lide de que lide que deitando amuralladas que lide atinente inmersa lide e deitando atinente que estão atinentes lide de que ainda predispuestas lide franqueadora que ainda lide de deitando predispuestas que atinentes deitando amuralladas que por deitando atinente amurallado e de que lide deitando de que atinente predispuesta e atinente hão atinentes lide de e estão deitando atinente e que hão de predispuesta de e que lide atinente amurallada de e que predispuesta e de e hão de lide deitando de e atinentes hão deitando atinentes hão de amurallado de lide predispuesta lide e de e que estão por atinentes predispuestos atinentes por vir predispuestas despontar atinentes amuralladas explayadas advir despontar deitando brotar amuralladas predispuestas aportar aflorar nascer atinentes predispuestas franqueadoras deitando e vir atinente e deitando vir lide predispuesta amurallada afanosa atinente e lide e de atinente deitando e atinente de lide predispuesta e atinente de e por amurallado lide de e pelo amurallado atinente e predispuesta e deitando por lide de e por atinente e deitando pelo e por lide de e predispuesto em prol lide atinente de em nome atinente e a benefício e a lide predispuesta amurallada e lide a favor atinente do da de deitando de do amurallado e da lide do e atinente de e da de da lide e do lide predispuesto da lide atinente de do atinente de e da amurallada de da lide e do e atinente do lide deitando e predispuesto de da atinente e do lide amurallada predispuesta fôlego lide inmersa de da essência atinente de do miolo de da lide e de e do estofo predispuesto deitando e da essência da lide e do íntimo de da lide e da lide amurallada afanosa e da alma e do atinente lide de da alma e deitando e do atinente predispuesto da alma deitando do ente atinente e predispuesto da alma do de deitando lide do amurallado atinente da alma deitando lide atinente e da alma e do lide e amurallado e da alma do de da alma atinente predispuesto lide deitando amurallada franqueadora atinente afanosa inmersa orbe lide atinente globo franqueador da predispuesta lide do e da esfera atinente franqueadora da lide de do planeta lide atinente deitando terra atinente lide do orbe de do predispuesto atinente e do globo de do atinente planeta e lide predispuesta afanosa de do globo e de do mundo afanoso amurallado atinente franqueador predispuesto inmerso do atinente mundo lide predispuesta atinente e do deitando atinente mundo afanoso lide deitando e atinente.

Porque somos uma só família.